Agora (não)

12 10 2011

Eu não sonho nunca. Quase nunca me lembro deles ao menos. No entanto, agora… Agora sonho, me lembro deles, me canso com isso. Acordo cansado, com o pensamento da véspera ainda ali, ainda intenso. Cada luz que me acende no celular é sobre a bateria se esgotando, o teclado se bloqueando, a não-mensagem, o não-recado, a não-procura. Agora não tenho coragem de olhar pra cama depois de acordar e ter que ver a manta vazia, cheia de calor, cheia de um corpo que foi nosso, um corpo que ainda pode muito bem ser nosso.

Os fios se cansam.