Eu não sonho nunca. Quase nunca me lembro deles ao menos. No entanto, agora… Agora sonho, me lembro deles, me canso com isso. Acordo cansado, com o pensamento da véspera ainda ali, ainda intenso. Cada luz que me acende no celular é sobre a bateria se esgotando, o teclado se bloqueando, a não-mensagem, o não-recado, a não-procura. Agora não tenho coragem de olhar pra cama depois de acordar e ter que ver a manta vazia, cheia de calor, cheia de um corpo que foi nosso, um corpo que ainda pode muito bem ser nosso.
Os fios se cansam.