Aventuras na volta às aulas

28 07 2009

Como todo semestre requer um caderno para anotar as aulas, fugir delas, desenhar, rabiscar, enfim… Eu resolvi fazer o meu dessa vez, mas não como eu tentei ano passado – ao invés de deixar a encadernação por conta da gráfica, vou eu mesmo encadernar.

Daí que aticei o craftsman que há dentro de mim e peguei um guia no Instructables. Daí que, como sou um falso virginiano, me organizei no Listography – ótimo site para pessoas com tendências sérias à organização de qualquer coisa – e iniciei o processo ontem.

Fui no atacado, comprei folhas bonitas e baratas, barbante, grampos-borboleta (eu adoro eles!), uma pasta A2 (tava precisando) e uma caixa de ferramentas. Depois do acidente que teve durante a montagem da Exposição: Materiável, no qual a bisnaga da tinta violeta-algo estourou na minha mochila e nem preciso de dizer o que ocorreu, né? Tenho até chaveirinho da kipling roxo agora. Ficou tudo uma me-le-ca. Enfim! Precisava de uma caixa, na qual as bisnagas de tinta não ficaríam pressionáveis e maleáveis. Daí pensei: uma caixa de ferramentas! Tem compartimentos (falso virginiano), é portátil, vários tamanhos, personalizável e enfim. Iria suprir bem as minhas necessidades. Aí dei uns aparos nela e tá aí ó:

a proud pevelander toolbox

Quem quiser uma tatú, sóligar.

Mas voltando ao caderno… FATHERANDMOTHERFUCKINGNATURE, meus dedos saaangram! Correção: meu dedo saaangra! Quis fazer a encadernação por costura e isso implica uma agulha, linha, muita paciência e tempo (3h30) e de três, uma:
- peguei um guia cagado;
- caguei em algum passo;
- ou faz parte do processo.
A segunda é a mais provável. Só sei que ainda não terminei e, segundo o próprio guia, que (diga-se de passagem) conseguiu destaque no site do Instructables,  é normal que as folhas pareçam um pouco soltas nesta etapa (a que eu parei). Por enquanto tá assim (vide foto). Ainda falta colar a lombada e encapar. Let’s do it today.

  
Ficadica: não é o dicionário.

De resto tenho que ler vários livros, termi-começ-ar o projeto de cerâmica e, como se não bastasse eu tenho que elaborar um livro pra semana que vem. Isso mesmo 16 páginas sobre o tema pássaro. Eu não reclamo porque tô com muita vontade de fazer e talvez essa dor toda na costura do caderno já me ajude nesse projeto (se bem que é tão pouca página que se pá compensa grampear).

beijo





TOP 5: Videoclipes relativamente agitados

28 01 2009

Hello y’all!

Seguinte, depois da postagem de ontem, eu li umas coisas e vi tantas fotos indesejadas, mas prometi a mim mesmo que não iria falar mal de celebridades, nem as A nem as B. Mas uma das coisas que eu li ontem e me inspirou a escrever o post de hoje foi o blog da querida Daniela Arrais! Não, ela não é minha amiga ou conhecida (yet!, sabe deus o que nos aguarda), mas não é só pra amigos que a gente escreve “querida”.

Para os que não conhecem, recomendo a leitura: o Don’t Touch My Moleskine é interessante, traz posts curtos, entrevistas, detalhes informativos e muita coisa que circula pela internet e você pensou que nunca iria ver, como um twitter para designers.

Mas enfim, ontem eu estava a ler esse blog e me deparei com um clipe da Lykke Li com El Perro del Mar. Simplesmente lindo. Achei tão bonito que tive de incluí-lo nos meus “top videoclipes”. E bom, para dar um parecer geral, resolvi interá-los do Top inteiro, ou ao menos dos cinco primeiros. Ainda penso se realmente devia, afinal vai rolar uma overdosezinha de tops aqui no blog, mas bem… whatthehell, né?!

Antes de darmos início aos prêmios, vou apenas abrir o jogo quanto aos critérios. Considerando que o videoclipe é uma linguagem diferente da do cinema e também da da música, os critérios do meu top mesclam elementos dos critérios de ambos mas também possui algo único do esfera audio-e-visual, não só a direção, fotografia, musicalidade, certa sincronia de imagens etc. Mas enfim! Isso dá um outro post.

Ah! Para ser justo no top, eu tive que tirar os clipes do Sigur Rós e os da Björk. Além disso, considero esse um Top 5 Videoclipes Relativamente Agitados.

LYKKE_LI_EL_PERRO_DEL_MAR_LIVE_ABem, em #5 lugar, está o recém comentado clipe de Lykke Li e El Perro del Mar (foto), Dance Dance Dance. Me admira a simplicidade da direção, a câmera humana, a quase que única tomada e a fotografia. A voz de Li é incrível para essa música. Para quem não conhece a cantora, recomendo também a música “Little Bit” do álbum Youth Novels (2008).

A #4 colocação fica com o tão difundido clipe D.A.N.C.E. do Justice. A popularidade é compreensível: a música é gostosa de se ouvir, o clipe é muito atraente e desperta um quê do mundo da moda, que por si só atrai quase todos, ao mostrar as camisetas “indies-com-data-de-validade”. Além disso, a estética do rabisco misturada à tecnologia e confusão de informações e pessoas faz com que os espectadores se identifiquem. Fora isso, o clipe é bonito e apropriado à música.

Não sei se vocês conhecem o videoclipe, mas imagino que já tenham ouvido a música Flawless (Go to the City) do George Michael. Pois é: novamente a tomada única e a música deliciosa. Ok, talvez eu tenha uma queda por tomadas únicas, ou ilusoriamente únicas. Mas é incrível a dinâmica que dá ao clipe: sempre descubro coisas novas, pois tenho que prestar atenção a tudo. Ah, e tem hot people dancing. George Michael fica em #3 lugar.

Agora sim, um clipe deveras indie. Se alguém aqui já tinha visto ele antes, pronuncie-se por favor. Alex Hedfors a.k.a. Axwell, um DJ e produtor musical sueco, tem remixes e músicas realmente boas no âmbito da eletrônica roots. Uma de suas músicas que eu mais gosto é a Feel the Vibe (‘til the Morning Comes). O clipe é fantástico por duas razões: os dance moves e a edição.Ele é daquela época em que os street jumpers estavam na moda e Madonna até apadrinhou alguns deles. A moda passou, mas o clipe ficou: Feel the Vibe (‘til the Morning Comes) fica em #2.

Não sei porque vou explicar a razão do primeiro colocado. É esperado que vocês já saibam. I Don’t Feel Like Dancin’ é o topclipe-mór. Além do forever yummy Jake Shears dançando as sexy as hell, novamente existe a dinâmica do clipe – que te leva, leva, leva, leva –, a estética muito atraente e toda a viagem da direção e da criação. Scissor Sister is a first!

XOXO
peve

PS: Hoje pretendo ir ao cinema. Callme.