Myself the fool

21 04 2008
De novo, me apaixonei. De novo, é irreal.
Ok, não é irreal, apenas paixonite que dói porque é impossível.
Minha única pergunta é: por quê, raios?! Será que as sete vezes anteriores não bastaram?

Sabe aquela sensação que te faz pensar na pessoa o dia inteiro, te deixa com aquela coisinha meio amarga no peito e com uma quietude na boca? É. Muito infanto-juvenil pro meu gosto.

Admito que gosto de sentir isso, gosto de sentir algo que me ocupa a mente e tira ela de tantos outros lugares. Mas é uma droga saber que isso machuca, que isso dói e que isso me entristece. Prefiro me deprimir com coisas mais próximas como pais brigando, pessoas se mantando e crianças sendo tacadas de prédios. Mas não: o coração vai lá e escolhe alguém.

Que saco. O pior é saber que não tem o que fazer. Tenho que esperar a fichar cair… de novo. Não é pela mesma pessoa, mas a ficha tem que cair. Não queria que ela caísse, queria que tudo pudesse dar certo. N’outro dia, n’outro lugar (35° 57′ N / 79° 02′ O) e comigo sendo outra pessoa. Às vezes não sei se me sinto triste pelo o que está havendo do lado de fora ou do lado de dentro.





O poema de ontem a noite

31 03 2008


Eu me apaixono por seres humanos

Eu me apaixono por suas cores

por suas vozes
por suas dores

cicatrizes.

Me apaixono por suas vontades

seus cheiros
seus vazios.

Eu me apaixono por quem se apaixona
pelo que se apaixona
Por isso me apaixono.

CRÉDITOS
Poema: “O poema de ontem a noite” de Paulo Delgado
Imagem: “Admire” de Becky