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Estou eu aqui, bebendo uma coca-cola gelada em lata, pensando no que escrever neste blog. Não pelo ato de escrever, mas porque sinto que preciso, além de ser uma maneira relativamente saudável de ocupar o tempo.
Hoje é aniversário de São Paulo. 455 anos não é nenhum holiday, todos sabemos… Mas ao invés de elencar razões pelas quais amo a cidade, fazer referências históricas, ou ignorar a história e só mostrar porque eu gosto da cidade através de motivos terrivelmente recentes e (não maldizendo, mas) mais uma vez enaltecer a fucking diversidade de pessoas e culturas, vou fazer algo diferente. Até me assusto escrevendo “algo diferente”: e se não for? E se já tiverem feito? E daí!? A questão aqui não é a originalidade, a qual, aliás, está pra vir à tona logo mais aqui em peveland.
Vista da janela do HSBC Belas Artes (R. da Consolação)
Vou listar e explanar dez músicas (não, não vai ter Sampa no meio) que me fazem sentir São Paulo. A vibe do “sentir São Paulo” eu deixo a critério de vocês, não vou explicar como uma música faz a gente sentir um lugar – isso é pessoal e tem quem não entenda e/ou não sinta. (A ordem não importa.)
#1 NOIR DÉSIR (Vive la Fête) é a música que eu tenho espasmos se ouço na balada. Bem, eu costumava ter; hoje apenas me debato e valorizo o bom gosto do(a) DJ.
#2 DROP THE PRESSURE (Mylo) Vale também pela minha história com ela: pirei nela um dia e me matei pra achar seu nome. Além disso, a batida me põe no clima noturno.
#3 I’M ONLY HAPPY WHEN IT RAINS (Garbage) Apesar de São Paulo não ser mais a “cidade da garoa” (acho que agora é a cidade da mochila completa: cachecol, regata e capa de chuva), essa música me faz lembrar de como é gostoso andar por uma São Paulo chuvosa. (Não me venham falar das enchentes, ok?)
#4 NOT EVEN JAIL (Interpol) Não é fossa, é apenas aquele tempo que você passa quieto e vai se exaltando aos poucos. “Not even jail” combina com isso e é fantástico ouví-la enquanto caminha por uma rua movimentada em um final-de-semana, no fim da tarde.
#5 SYNTHESIZER (Electric Six) Historicamente, eu devo cantá-la de um modo engraçado. Mas por isso, pelo fato de eu ter que cantar ela atravessando um viaduto, pela música e o mood que ela tem, ela vale.
#6 BANZO (por Ceumar) Conheço Ceumar há tempos (vide posts), mas essa música só fui conhecer quando comprei o CD e, assim como o resto dele, ela é muito gostosa de se ouvir. Pela universalidade da letra, pelos trechos em tupi e a voz dela, eu precisava colocar “Banzo” aqui.
#7 KISSKISS (Parov Stelar) Como escolher uma música para ouvir enquanto se anda? Sem querer incentivar o uso de fones, essa é a melhor música para se ouvir ao percorrer trechos urbanos relativamente pequenos a pé.
#8 THE RAGE BEAT (Bad Luck) Um reflexo da fucking diversidade, mas não tem como não cantar essa música bem alto e se empolgar com ela nos eventos de Anime. E digam o que quiserem!
#9 DREAMLAND (por Caetano Veloso) Ao comprar meu C D da Joni Mitchell, optei pelo CD de tributos, afinal tinha muitos artistas ótimos (Björk, Costello, K.D. Lang, Annie Lennox, Prince, McLachlan, James Taylor e Caetano). Essa música em especial é a minha preferida do álbum.
#10 GALVANISE (Chemical Brothers) Mais uma música para se ouvir andando na urbe. Se não pra isso, para se sentir andando. Ela entrou por raspão e ganhou de I’m Still Your Fag do Broken Social Scene por pouco.
TOP 5: Videoclipes relativamente agitados
28 01 2009Hello y’all!
Seguinte, depois da postagem de ontem, eu li umas coisas e vi tantas fotos indesejadas, mas prometi a mim mesmo que não iria falar mal de celebridades, nem as A nem as B. Mas uma das coisas que eu li ontem e me inspirou a escrever o post de hoje foi o blog da querida Daniela Arrais! Não, ela não é minha amiga ou conhecida (yet!, sabe deus o que nos aguarda), mas não é só pra amigos que a gente escreve “querida”.
Para os que não conhecem, recomendo a leitura: o Don’t Touch My Moleskine é interessante, traz posts curtos, entrevistas, detalhes informativos e muita coisa que circula pela internet e você pensou que nunca iria ver, como um twitter para designers.
Mas enfim, ontem eu estava a ler esse blog e me deparei com um clipe da Lykke Li com El Perro del Mar. Simplesmente lindo. Achei tão bonito que tive de incluí-lo nos meus “top videoclipes”. E bom, para dar um parecer geral, resolvi interá-los do Top inteiro, ou ao menos dos cinco primeiros. Ainda penso se realmente devia, afinal vai rolar uma overdosezinha de tops aqui no blog, mas bem… whatthehell, né?!
Antes de darmos início aos prêmios, vou apenas abrir o jogo quanto aos critérios. Considerando que o videoclipe é uma linguagem diferente da do cinema e também da da música, os critérios do meu top mesclam elementos dos critérios de ambos mas também possui algo único do esfera audio-e-visual, não só a direção, fotografia, musicalidade, certa sincronia de imagens etc. Mas enfim! Isso dá um outro post.
Ah! Para ser justo no top, eu tive que tirar os clipes do Sigur Rós e os da Björk. Além disso, considero esse um Top 5 Videoclipes Relativamente Agitados.
A #4 colocação fica com o tão difundido clipe D.A.N.C.E. do Justice. A popularidade é compreensível: a música é gostosa de se ouvir, o clipe é muito atraente e desperta um quê do mundo da moda, que por si só atrai quase todos, ao mostrar as camisetas “indies-com-data-de-validade”. Além disso, a estética do rabisco misturada à tecnologia e confusão de informações e pessoas faz com que os espectadores se identifiquem. Fora isso, o clipe é bonito e apropriado à música.
Não sei se vocês conhecem o videoclipe, mas imagino que já tenham ouvido a música Flawless (Go to the City) do George Michael. Pois é: novamente a tomada única e a música deliciosa. Ok, talvez eu tenha uma queda por tomadas únicas, ou ilusoriamente únicas. Mas é incrível a dinâmica que dá ao clipe: sempre descubro coisas novas, pois tenho que prestar atenção a tudo. Ah, e tem hot people dancing. George Michael fica em #3 lugar.
Agora sim, um clipe deveras indie. Se alguém aqui já tinha visto ele antes, pronuncie-se por favor. Alex Hedfors a.k.a. Axwell, um DJ e produtor musical sueco, tem remixes e músicas realmente boas no âmbito da eletrônica roots. Uma de suas músicas que eu mais gosto é a Feel the Vibe (‘til the Morning Comes). O clipe é fantástico por duas razões: os dance moves e a edição.Ele é daquela época em que os street jumpers estavam na moda e Madonna até apadrinhou alguns deles. A moda passou, mas o clipe ficou: Feel the Vibe (‘til the Morning Comes) fica em #2.
Não sei porque vou explicar a razão do primeiro colocado. É esperado que vocês já saibam. I Don’t Feel Like Dancin’ é o topclipe-mór. Além do forever yummy Jake Shears dançando as sexy as hell, novamente existe a dinâmica do clipe – que te leva, leva, leva, leva –, a estética muito atraente e toda a viagem da direção e da criação. Scissor Sister is a first!
XOXO
peve
PS: Hoje pretendo ir ao cinema. Callme.
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