El fin

24 12 2009

Trés-bién.

Final de ano mais caótico impossível! Talvez não. Melhor não falar para não atrair mais coisa.

Depois de terminar o ano letivo no dia 18 de Dezembro, com entregas de trabalho megalomaníacos até o último segundo e tendo problemas burocráticos, éticos, morais, amorosos, psicológicos multiplicando-se a cada segundo, quando finalmente pensei que poderia descansar, me veio a crise.

O que não é nenhuma surpresa, já que eu imaginava uma estafa devastadora. Incrível como quando você vai aturando e calejando reações, expectativas e frustrações ao longo de um certo tempo, depois, quando a maré baixa, você fica lá, parado na areia dura, sentindo a ressaca fugidia.

É quase como ficar órfão. Não que eu tenha ficado, mas é como eu imagino que seja. Projetos são criações suas, são quase filhos. Não que eu tenha filhos, mas é como imagino que seja. Você deposita esperança, expectativas, se doa muito, até não saber mais porque você está se doando. Você investe tanta energia, até que não sabe mais como e nem de onde está tirando mais energia. Mas daí, quando o projeto acaba, quando a água vai embora, você fica lá, parado, com os pés meio enterrados.

Esse desatolar dos pés é como um parto do filho crescido. Não que eu tenha parido alguma vez, muito menos um filho já crescido, mas é como eu imagino que seja. Você tem que se dar conta de que ele foi embora, ele criou asas e voou, e que você tem que se mover, sair dalí pra outro lugar, senão as vigas se acomodam e você é engolido de novo, sem descanso.

No último dia de aula fiquei vagando pela faculdade como se tivesse que estar ali por algum motivo. Meio sem rumo, meio sem conseguir pensar direito. Até agora estou atordoado. Fico dezenas de minutos olhando pra algum lugar sem conseguir pensar em nada de tão esgotado que estou. Durmo dez horas por noite e passo o dia inteiro bocejando, sem fazer nada, descansando. Não sei se descanso, mas sei que não faço nada. Não sei se tenho energias para descansar.

Felizmente aluguei 4 filmes para assistir nesse caos que é o fim de ano. Caos não só por todos esses motivos que falei, mas também pelo fato de ninguém entendê-los e achar que o Natal, o Ano Novo e as férias merecem tamanha dedicação tanto quanto todo o resto do ano. Eu, exaurido como estou, não consigo decidir nada agora. Nem consigo decidir que flor comprar pra colocar no ról de entrada ou o sabor da pizza, quem dirá o tamanho da árvore ou o lugar das luzinhas piscantes.

Por isto aluguei os filmes, para me distrair das obrigações caóticas de um fim de ano exigente. Peguei Volver, La faute à Fidel!, 8 Femmes e Man On Wire. Queria rever Un Conte de Noël, mas não me deixaram pegar filme repetido. Para completar minha jornada cinematográfica, assisti a Do Começo ao Fim semana passada.

Não vou resenhar nem criticar ou comentar nenhum dos filmes. Estou cansado, caso não tenha ficado claro. Tanto é que o único motivo pelo qual vim aqui escrever foi para anunciar que vou viajar. Mas daí que uma coisa leva a outra e acabei expurgando uns demônios ao escrever.

Mas por fim: vou viajar. Finalmente decidi o dia. Foi uma coisa meio cabo-de-guerra: minha mãe exausta do lado dela e eu do meu, os dois brigando para jogar ao outro a responsabilidade de decidir a viagem. No fim, ela decidiu as passagens e eu fiquei com a hospedagem e roteiro. Acordo injusto.

Em Janeiro, depois da rematrícula, dos médicos, das baladas com os colegas e antes de voltar tudo de novo, yo me voy para Buenos Aires.

Se alguém tiver dicas, mande-as por favor.

 

Hasta.





21 11 2008

Ok. Beirando o início do meu vigésimo-primeiro ano, eu vou ignorar esse fato quase que completamente e dar somente as notícias que “importam”:

Estou sem tempo agora: tenho trabalhos da escola e freelances pra terminar.
Postei as fotos dazeuropa no flickr (tem que ser membro para visualizar) e no multiply (e algumas no deviant).

Beijos.